Kinzoku, PluX, Orthelia e Neosphera formam o núcleo inicial do projeto, explorando referências como Solarpunk, Frutiger Aero, Cyberpunk e Superflat — e evidenciam o conflito entre suas identidades e temáticas quando colocadas lado a lado.


Ao redor deles surgem os universos errantes, que ampliam ainda mais as possibilidades do multiverso: cenários de fantasia medieval, terror cósmico, histórias de super-heróis, demonstrando que o fenômeno Parallax não está limitado aos mundos apresentados em profundidade pelo livro.

Parallax nasceu do desejo de transformar o contraste em identidade. Inspirado pela experimentação visual de Jodorowsky’s Dune e por obras e artistas que tratam a estética como parte da própria narrativa, o projeto reúne universos construídos a partir de linguagens radicalmente distintas. Cyberpunk, solarpunk, frutiger aero, superflat e outras referências deixam de ser apenas inspiração visual para definir culturas, tecnologias, criaturas e conflitos. O resultado é um multiverso propositalmente heterogêneo: mundos que parecem pertencer a obras diferentes, mas que, após o fenômeno Parallax, precisam dividir a mesma realidade.

Nossa abordagem: levantar temáticas informativas e culturais da sociedade contemporânea de forma descontraída - infotenimento. Evidenciando a dualidade de como a tecnologia pode nos levar à glória e à ruína e nos tirar da realidade para uma distopia.


PARALLAX


RPG, editorial, design gráfico e ilustração | 2026.1


orientação carlos eduardo nogueira


colaboradores bruna melo carvalheiro & marília castilho




Parallax tem a pretensão de unir, de alguma forma, diversos estilos de desenho diferentes em um mesmo produto. Daí, alinhamos os gostos do grupo à pesquisas de mercado e, enfim, criamos um caótico RPG de mesa baseado no conceito de retalhamento multiversal, no qual fragmentos de diferentes realidades foram fundidos após um evento inexplicável. O projeto combina narrativa, criatividade, game design, ilustração, editorial e design gráfico para criar uma experiência imersiva, onde cada escolha pode revelar novos caminhos em meio ao grande caos de Parallax.

parallax

2026

trabalhe comigo!

07:32:40

são paulo, brasil

domingo, 11 de outubro de 2026

O universo de Metal Cruzade aborda uma temática baseada em dark fantasy e idade média, ao mesmo tempo que no cyberpunk. Subverte elementos de uma fantasia convencional.


Decidi dar um passo além para os desenhos do meu universo principal - o de Metal Cruzade. Posteriormente fazendo aplicações para estes.

Em Parallax, toda ação carrega consigo a imprevisibilidade de um multiverso fragmentado. O sistema traduz essa ideia através de dois d12: Caos e Calamidade. Mais do que determinar se uma ação funciona ou falha, os dados indicam como ela acontece e quais consequências surgem a partir dela — e mesmo um sucesso, pode causar problemas irreversíveis. Cada rolagem alimenta a narrativa e cada escolha — desde seu universo de origem, classe e espécie —, transforma a instabilidade causada pelo Parallax em parte fundamental da experiência e maneira de se jogar.

O grande e principal desafio do projeto foi aventurar-se através de diversos estilos de desenho e ilustração não habituais, fugindo da zona de conforto, sem usar inteligência artificial, partindo apenas das nossas referências!

Você pode conferir todas as ilustrações e como foram aplicadas clicando no alienzinho à direita!

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CALAMIDADE

& CAOS

bruno.d.ulrich@gmail.com

Parallax foi pensado para que cada universo não seja reconhecido apenas por sua história, mas também pela forma como ela é apresentada. Por isso, a diagramação muda radicalmente entre os mundos: tipografias, grids, texturas, cores, ilustrações e composições acompanham a identidade de cada realidade. Kinzoku assume uma linguagem tecnológica e agressiva, enquanto PluX rompe com a organização tradicional através de colagens, formas lúdicas e sobreposições. Essa variedade faz com que folhear o livro também seja uma forma de atravessar o multiverso.


Apesar dessas diferenças, uma estrutura gráfica geral e uma história — com o vilão principal sendo uma alusão a IA generativa — conecta todas as páginas e mantém o livro funcional como sistema. A mesma lógica se estende às regras: Parallax estabelece uma base comum, mas incentiva mestre e jogadores a reinterpretarem habilidades, criarem conteúdos

próprios e adaptarem elementos à realidade de suas campanha. O livro deixa claro que a peça principal de seu funcionamento é a criatividade e extrapolação de ideias da mesa na hora de construir a história, criar e desenvolver seus personagens.

Um símio caçador de recompensas intergalático parte em uma jornada nas ruínas de uma cidade medieval junto a um ursinho fofinho, que pode se tornar um demônio, para derrotar um rei maléfico, que é uma batata.

O sistema funciona, portanto, menos como uma barreira e mais como uma estrutura para experimentação — permitindo que narrativa, mecânica e estética sejam constantemente misturadas.


Nada impede que a própria mesa crie novos universos, estéticas e regras para acrescentar ao jogo.